1. SEES 30.1.13

1. VEJA.COM
2. CARTA AO LEITOR  NOS BASTIDORES DA FAMA
3. ENTREVISTA  BRAULIO DIAS  ESTAMOS TODOS NO MESMO BARCO
4. LYA LUFT  EXISTE UMA IDADE MELHOR?
5. MALSON DA NBREGA  DESTRUIR  FCIL
6. LEITOR
7. BLOGOSFERA
8. EISNTEIN SADE  ANABOLIZANTES: FALSA SENSAO DE SADE

1. VEJA.COM
EDITADO POR FERDINANDO CASAGRANDE Ferdinando.casagrande@abril.com.br

A FARRA DOS AEROPORTOS REGIONAIS
O pacote de estmulo  infraestrutura aeroporturia, anunciado por Dilma Rousseff nos ltimos dias de 2012, trouxe embutido um plano de incentivo  aviao regional. O projeto promete 7,3 bilhes de reais para a ampliao e a reforma de 270 aeroportos de pequeno porte em todo o Brasil. Seria uma tima notcia, no fosse um detalhe. A escolha dos municpios contemplados atropela a principal recomendao tcnica internacional para aeroportos regionais: uma distncia mnima de 100 quilmetros entre eles. No plano de Duilma, h cidades separadas por meros 30 quilmetros indicadas para receber recursos. Reportagem no site de VEJA mostra os casos mais gritantes e explica como o governo pode criar pequenos elefantes brancos com seu plano.

EDUCAO SEM DESCULPAS
Em abril, o brasileiro Alexandre Lopes, de 44 anos, radicado na Flrida, pode receber um aperto de mo de Barack Obama na Casa Branca. Ele  um dos finalistas do prmio que apontar o melhor professor dos Estados Unidos. Recebendo ou no o trofu, j  um campeo. Em entrevista a VEJA.com, Lopes explica os mtodos que usa para investigar o potencial das crianas e desenvolver estratgias de ensino quase personalizadas. Ele  enftico ao falar do grau de dedicao que a profisso requer: Os professores precisam parar com desculpas. www.veja.com/extras

ACAMPAMENTO GEEK
So Paulo recebe nesta semana a edio 2013 da Campus Party. So esperados 200.000 curiosos, alm de 8000 geeks, gente que tem tecnologia nas veias. Eles ficaro acampados no local, jogando videogame e tentando criar os servios digitais do futuro. VEJA.com vai acompanhar o dia a dia da Campus e levar representantes de empresas de tecnologia ao evento para avaliar os projetos. A cobertura estar em veja.abril.com.br/tema/campus-party

SOBREVIVENTES
Na semana em que o governo de So Paulo lanou uma iniciativa para internar compulsoriamente dependentes de drogas, reportagem do site de VEJA mostra histrias de quem venceu o vcio no crack e de quem d agora o primeiro passo em direo  cura.  o caso do franzino Tomas Nava, de 20 anos, desde os 9 morador de rua e usurio de drogas.  a primeira vez que ele pede ajuda, e quer ser internado. Na rua eu no vou conseguir me curar, disse Tomas na ltima quarta-feira, quando se apresentou para internao no centro estadual de referncia no combate s drogas.


2. CARTA AO LEITOR  NOS BASTIDORES DA FAMA
     Durante seis semanas, o reprter Srgio Martins, ao lado do fotgrafo Luiz Maximiano e da videorreprter Isabella Infantine, percorreu mais de 5000 quilmetros pelo Brasil, por ar e por terra. O trio propusera a acompanhar a vida dos artistas mais populares da histria do pas, os sertanejos Zez Di Camargo & Luciano, Bruno & Marrone, Fernando & Sorocaba e Tel. Esse ltimo  o cantor de Ai, Se Eu Te Pego, um dos maiores fenmenos virais internet mundial, que ganhou verses em ingls, russo, chins, italiano, espanhol e japons, para citar apenas algumas. Srgio, Luiz e Isabella voltaram  redao com uma cobertura jornalstica completa, ilustrada por fotos de bastidores e vdeos (disponveis na verso digital de VEJA para tablets), dos astros do gnero musical mais vibrante do Brasil.
     Est-se falando aqui de um negcio com faturamento anual estimado em cerca de 1 bilho de reais, computadas apenas as rendas dos maiores vendedores de discos de msica desse gnero. Zez Di Camargo & Luciano, Bruno & Marrone, Fernando & Sorocaba e Michel Tel venderam juntos mais de 45 milhes de discos na carreira. Essa vendagem j seria suficiente para entroniz-los como cones histricos da cultura de massa no Brasil. Mas, como mostra a reportagem de VEJA, os discos so apenas parte do espetculo. Se no forem seguidos de shows ao vivo de norte a sul do Brasil, a popularidade do artista cair vertiginosamente.
     O jornalista Srgio Martins acompanhou os artistas em dezenas desses shows. Viu que eles tm jatos particulares, e alguns deles, helicpteros, mas viajam pelo Brasil em mais modestos turbo-hlices. No por superstio. Esse tipo de avio aterrissa em pistas curtas de terra, as nicas disponveis em certos rinces brasileiros. Um refinado ouvinte de msica erudita, capaz de citar sem um segundo de vacilo as melhores gravaes de uma sinfonia qualquer do compositor austraco Anton Bruckner, Srgio Martins  verstil o suficiente para gostar e entender de msica negra, rocknroll, hip-hop, samba, funk ou do som dos rappers. Na reportagem que comea na pgina 84, ele deslinda os aspectos musicais e culturais que explicam a exploso sertaneja nas listas de mais vendidos. Isso lhe permitiu tambm fazer uma imerso em um Brasil que d certo. Diz Srgio Martins: A tica do trabalho desses artistas  surpreendente. Eles so profissionais exigentes e disciplinados. Pode-se gostar ou no das msicas, mas no h por que ignorar o fenmeno sertanejo.


3. ENTREVISTA  BRAULIO DIAS  ESTAMOS TODOS NO MESMO BARCO
O bilogo brasileiro que dirige um dos principais rgos da ONU diz que cada um dos habitantes do planeta tem sua parcela de responsabilidade na preservao ambiental.
FERNANDA ALLEGRETTI

O bilogo Braulio Dias, de 59 anos,  secretrio executivo da Conveno sobre Diversidade Biolgica (CDB), rgo da ONU responsvel por fazer com que os pases avancem na implementao de polticas de conservao ambiental. A cada dois anos a CDB rene perto de 200 pases na Conferncia das Partes (COP), que se destina a estabelecer metas ambientais internacionais. Dias  um raro ambientalista que no se rende ao catastrofismo. Para ele, os problemas climticos e de biodiversidade tm solues conhecidas. O que falta  ganharmos escala, diz. Nascido nos Estados Unidos e criado em Piracicaba, no interior paulista, Dias foi diretor de pesquisas do Ibama e, posteriormente, o responsvel por estruturar o setor de biodiversidade e florestas no Ministrio do Meio Ambiente.

Os ambientalistas dizem que a perda de biodiversidade atual  a maior de toda a histria da humanidade. Por outro lado, nunca a cincia catalogou tantas novas espcies. A preocupao dos ambientalistas  exagerada? 
Ainda sabemos muito pouco da biodiversidade. Estima-se que apenas 10% das espcies que existem no territrio brasileiro sejam conhecidas. Ao mesmo tempo, estudos feitos por diferentes instituies comprovam que nunca se perdeu tanta biodiversidade no mundo como nos ltimos cinquenta anos, em razo do crescimento populacional e da demanda por alimentao, transporte e energia. Um exemplo  o fenmeno conhecido como colapso das pescarias. A reduo drstica de algumas espcies de peixes tem obrigado pescadores a ir cada vez mais longe da costa e mais fundo nos mares em busca de espcies que no eram exploradas. Com normas rigorosas e fiscalizao eficaz, pases como Nova Zelndia e Islndia conseguiram reverter esse processo. Nos Estados Unidos, em algumas reas da costa leste, tambm houve avano.

Um estudo recente concluiu que proteger a biodiversidade do planeta custaria 81 bilhes de dlares por ano, mas o compromisso dos pases com a ONU  destinar a esse fim, at 2015, apenas 10 bilhes. No  pouco dinheiro? 
A estimativa de 81 bilhes de dlares , em parte, um marketing do desespero. No temos contas muito precisas de quanto vai custar a recuperao da biodiversidade no mundo todo. No Brasil, alguns clculos estimam que bastaria dobrar os investimentos para garantir a conservao. Outras naes certamente precisaro de um investimento maior. O dinheiro tem de vir de fontes diversas, e no apenas dos pases ricos. As vrias instncias governamentais precisam participar, bem como as empresas e as organizaes da sociedade civil.

Pequim precisou cancelar voos, suspender aulas externas e o funcionamento de fbricas devido  poluio atmosfrica. Quais as consequncias disso no futuro?
O crescimento acelerado da China, nas ltimas dcadas, se deu com um preo alto para o ambiente. Toda a regio a oeste de Pequim est em processo de desertificao por causa do desmatamento. No ano da Olimpada, o governo precisou transferir indstrias da cidade para o interior do pas, numa tentativa de reduzir a poluio do ar. A China j entendeu que o desenvolvimento a qualquer custo cobra seu preo. Mas essa percepo chegou tarde, e o que ela faz  transferir o problema para outros pases da sia e da frica.  o que acontece com a madeira, que os chineses compram de outros pases sem se importar com certificaes de origem. Atualmente, no  mais permitido explorar madeira de florestas na China, e a taxa chinesa de reflorestamento  dez vezes a do Brasil.

Cientistas ingleses esto tentando reproduzir o processo de fotossntese em laboratrio com o objetivo de usar o hidrognio para gerar combustvel renovvel e eletricidade verde. A soluo para os problemas ambientais depende da tecnologia? 
Em parte sim, mas no d para fazer qualquer coisa com a natureza imaginando que a tecnologia tem soluo para tudo.  preciso considerar que algumas inovaes no so viveis economicamente, pois so muito caras, e que todas elas precisam ser estudadas em profundidade para que, de fato, sejam eficazes. Vrias empresas de petrleo, incluindo a Petrobras, j tm pesquisas que mostram ser possvel reinserir no solo o gs carbnico liberado durante a extrao. Isso  maravilhoso, mas, se no for empregado adequadamente, em regies de forte atividade ssmica, o gs pode ser liberado novamente durante um terremoto.

Muitos chefs famosos oferecem em seus restaurantes pratos com ingredientes pouco comuns, como berbigo, priprioca e licuri, a pretexto de chamar ateno para a biodiversidade. Isso contribui para a preservao? 
Essa  uma tendncia importante tanto do ponto de vista do marketing quanto do econmico. O mundo inteiro caminha para uma uniformidade em termos de alimentao, com alta dependncia de poucos produtos, como trigo e batata. Portanto, acho salutar essa valorizao da culinria da biodiversidade e das culinrias regionais. Do lado econmico, vai gerar fontes de renda para pequenos produtores.

De modo geral, as pessoas acreditam que a biodiversidade no faz parte do seu dia a dia e consideram o assunto um tanto enfadonho. Como despertar o interesse pelo tema? 
No Brasil, mais de 80% da populao mora em cidades. Situao parecida ocorre em outros pases. Longe da natureza, as pessoas tm mais dificuldade em perceber como a diversidade biolgica tem impacto em sua vida e est ligada a grandes temas, como alimentao e energia. Para mudar essa mentalidade,  preciso educao e polticas pblicas acessveis aos cidados. O tema da biodiversidade  complexo e, portanto,  fcil resvalar em um discurso hermtico, que afasta as pessoas. O mesmo vale para os discursos apocalpticos. A biodiversidade no pode estar s na agenda dos setores ambientais. No pode ser vista s como um bichinho bonitinho, um urso panda, um mico-leo. Essa viso  reducionista e precisa ser ampliada. A maioria das pessoas reconhece que perder biodiversidade no  desejvel, mas elas ainda tendem a achar que  um problema secundrio, que s pases ricos podem se concentrar na questo e os pases pobres devem gerar emprego, renda e resolver a violncia. Elas no se sentem, como consumidoras, parte desse problema. Mas so.

Com todos os pases empenhados na busca por solues para a crise econmica, h espao para discusses relacionadas  biodiversidade? 
Sim, h. Na ltima Conferncia das Partes, o encontro bianual promovido pela ONU, que aconteceu na ndia, em outubro, decidiu-se que os pases ricos vo dobrar a ajuda monetria que destinam aos pases pobres e em desenvolvimento. Em 2010, na COP 10, quando j estvamos atravessando a crise econmica, os pases participantes concordaram com a criao de vinte metas globais relacionadas  biodiversidade e que devem ser cumpridas at 2020. Eis uma demonstrao do compromisso das naes, apesar da crise financeira.

Mas, se nenhum dos pases cumpre as metas, qual  a relevncia dessas conferncias? 
Sem encontros como a COP ou a Rio+20, no teramos intercmbio de experincias nem uma agenda internacional para pr a biodiversidade em pauta. Ficaramos  merc das polticas de cada pas. H uma crescente mobilizao para preservar o ambiente, mas as aes ainda no foram suficientes para reverter ou mesmo estacionar o problema, e as causas que levam  perda de biodiversidade continuam fortes.

Como mudar esse cenrio? 
 necessrio atuar em vrias frentes. Precisamos estabelecer polticas pblicas que operem fortemente na direo de um planejamento e um desenvolvimento sustentveis. Temos de mobilizar as lideranas que existem nos governos em vrios pases para atingir metas comuns desejadas e eleger polticos que reconheam o peso desse assunto. Precisamos do engajamento dos governos estaduais e municipais, assim como do setor privado. Por ltimo, precisamos trabalhar com comunidades locais de vrios tipos, como as indgenas e as de extrativismo.

Se a sociedade conseguir enxergar o que a biodiversidade representa em termos econmicos, o tema ganhar mais relevncia, no? 
Essa viso utilitarista faz sentido, mas no pode ser a nica.  verdade que temos de apresentar melhores dados econmicos associados  preservao do ambiente. Governos e empresas podero tomar decises com base nesses nmeros. Afinal,  a linguagem que eles entendem. Por outro lado, h valores intrnsecos ligados  biodiversidade que no tm a ver com dinheiro. Ela tem impacto na nossa qualidade de vida, tem significado cultural e muitas vezes at religioso.

No seda desejvel investir mais em pesquisas oceanogrficas? 
 verdade, os oceanos recebem bem menos ateno do que os ecossistemas terrestres. Mas h uma razo para isso: no existe um sistema de governana, acordado internacionalmente, para conservao e explorao da biodiversidade em alto-mar. Isso  objeto de intenso debate diplomtico, e j existe um processo na ONU para tratar dessa questo. Agora, com os problemas climticos, o tema comea a ganhar mais ateno. Em algumas ilhas a elevao do nvel dos oceanos j se faz sentir.

 possvel gerar receita a partir da conservao dos ecossistemas? 
Sim, mas precisamos de estudos para saber de que maneira isso pode ser feito. A biodiversidade  bsica para o desenvolvimento da agricultura e da medicina. Pases que chamamos de multidiversos, como Brasil, Madagascar e Indonsia, tm um grande potencial para lucrar com a biodiversidade no futuro. H outro ponto relacionado s grandes mudanas climticas pelas quais o planeta passar nas prximas dcadas. Estudos da Embrapa mostram que a maior parte das culturas no Brasil sofrer impacto do aquecimento global. As safras de caf devem se reduzir drasticamente. reas que hoje servem  pecuria sero esterilizadas pela desertificao. Os pases que preservarem sua diversidade biolgica e seus recursos tero mais chance de superar esses problemas.

Por temer a biopirataria, o Brasil cria muita burocracia e faz restries s pesquisas que limitam o avano do conhecimente da biodiversidade. O rgo que o senhor preside na ONU trata dessa questo com o governo brasileiro? 
O governo j admite a necessidade de mudar a legislao. Na gesto do presidente Lula houve vrias tentativas de reviso das regras. A grande dificuldade  criar um modelo normativo que seja consenso entre os setores afetados, como o acadmico, o agrcola e o industrial. O governo tem de conseguir chegar a um meio-termo. O Brasil est sentado em cima de uma mina de ouro, e, portanto,  do interesse do pas viabilizar o uso desse potencial. Uma legislao nacional no resolve sozinha o problema da biopirataria. Uma vez que o produto sai do pas, escapa ao alcance da lei. Teremos uma grande chance de resolver essa questo com o Protocolo de Nagoya, que deve entrar em vigor em dois anos. Ele garantir a proteo internacional do patrimnio biolgico de qualquer pas, que s poder ser explorado por estrangeiros mediante autorizao e pagamento de royalties.

Haver espao no futuro para empresas que no levem em conta o impacto ambiental de seus negcios? 
Acredito que no. Ser cada vez mais difcil para esse tipo de companhia obter licenas para expandir suas atividades. Ter tambm dificuldade para levantar emprstimos bancrios. De sua parte, os consumidores esto cada vez mais conscientes e se mobilizam nas redes sociais contra empresas que ignoram as boas prticas de sustentabilidade.

Em que estgio est o Brasil no contexto da biodiversidade? 
O Brasil  responsvel por 74% do aumento na rea global protegida desde 2003 e at criou um mecanismo financeiro que se tornou referncia para outros pases, o ICMS ecolgico. O imposto repassa recursos financeiros aos municpios com reas protegidas e j  adotado em metade dos estados brasileiros. Temos tambm uma comunidade acadmica ativa e reconhecida na rea ambiental. Seis por cento de todo o investimento em pesquisa no mundo, na rea de biodiversidade,  feito no Brasil. Isso  muito bom. 


4. LYA LUFT  EXISTE UMA IDADE MELHOR?
     A vida  um rio que corre. Ns somos os peixes, galhos e folhas cadas das rvores que essa torrente leva. Se pensarmos assim, imaginando que vamos desaguar no estranho silencioso nebuloso mar chamado morte, que pode no ser o fim de tudo, teremos uma viso realista das etapas da nossa existncia. Sou pouco simptica  inveno de rtulos que distorcem realidades revelando apenas um preconceito: envelhecer  feio,  degradante, vamos ser eternamente jovens, seguindo aos pulinhos at o fim, fantasiados de Peter Pan. Disfaramos realidades naturais porque as vemos como algo feio, inadmissvel, pobres de ns, ignorantes do que  normal e digno e bom.
     Assim, inventam-se termos para a velhice: um pior do que o outro. Terceira idade no significa grande coisa, pois, se podemos viver at 80 ou 90 ainda ativos  o nmero de pessoas nessas condies tende a aumentar , vamos criar uma quarta idade e uma quinta: isso tudo me parece bastante tolo. Pior ainda  chamar a velhice, que alguns consideram se iniciar aos 60, outros aos 70 ou aos 80, de melhor idade. Quem disse que  melhor? Melhor do que qual outra fase? Melhor  algo muito subjetivo, em geral nos referimos  infncia, mas a infncia  sempre feliz? A juventude no sofre? A maturidade no exige trabalhos e sacrifcio?
     Por que consideramos a passagem do tempo decadncia, e no transformao? Tudo  um processo que se inicia quando somos concebidos, depois somos lanados nesse rio de tantas guas chamado vida. Uma cadeia de mudanas que aps um bom tempo traz limitaes fsicas, menos elasticidade, menos beleza no conceito geral, talvez menos lucidez. Alguma dependncia de outros, quem sabe, e, se no cultivamos bons afetos, isso pode ser doloroso. Mas no necessariamente decrepitude e vergonha a esconder!
     Todas essas naturais transformaes deveriam vir acompanhadas de qualidades que na juventude no tnhamos. Capacidade de amar melhor, por exemplo: filhos criados, amizades consolidadas, velhos casamentos sendo uma parceria tranquila, e tempo disponvel, so grandes privilgios. Podemos amar com mais alegria, pois no precisamos educar netos, apenas curtir, querer bem, deixar que gostem de nossa companhia, no sendo os chatos cobradores, exigentes a reclamar que as visitas so poucas, que merecamos mais ateno. Temos tempo para curtir coisas que passavam despercebidas na correria anterior, como uma bela paisagem, um bom filme, um bom livro, uma boa conversa, doces memrias, no pensando no que perdemos, mas no que tivemos e ficou em ns, se fomos atentos e no fteis demais.
O que a senhora faz para se manter jovem?, me perguntou um jornalista recentemente. Achei graa: eu no quero me manter jovem, quero ser uma pessoa interessada, e quem sabe interessante, na fase em que estou. Querer ter 40 anos aos 70  to pattico quanto querer ter 20 aos 40, como se nos tivessem embalsamado na idade que achamos ideal. Que idade ser essa? A infncia  para alguns a fase mais feliz: para outros foi a juventude, e assim vai. No acho que a chamada terceira idade seja a melhor, e detesto a expresso melhor idade, que apenas revela um preconceito atroz. Mas nela podemos ter e passar adiante coisas boas, belas e alegres, e contemplar do alto desses anos todos com mais lucidez e calma, por exemplo, a mediocridade reinante neste momento no pas, se  que isso nos interessa. Deveria interessar.
     Mas uma cruel fixao na juventude nos impede de curtir naturalmente a passagem do tempo, que, se aliada a certo bom humor, nos torna amados e amorosos, ligados ao mundo mesmo quando a velha senhora morte comea a rondar a nossa casa. E, se acreditarmos que esse rio da vida que corre no termina num nada absurdo, mas em nova fase, quem sabe no precisaremos tapar a cabea feito crianas diante do que nos espera nesse mar onde tudo desgua  inclusive nossos preconceitos, nossas fragilidades e nossas iluses.
LYA LUFT  escritora


5. MALSON DA NBREGA  DESTRUIR  FCIL
     Os governos do PT tm promovido o desmonte sistemtico das instituies fiscais duramente construdas nos anos 1980, e tambm com a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), de 2000. O processo se acentuou recentemente com o falseamento de resultados oramentrios e o uso de contabilidade criativa para fazer crer que foram cumpridas as metas de supervit primrio. Caram muito a transparncia e a credibilidade das estatsticas fiscais.
     A construo dessas instituies comeou na crise da dvida externa da dcada de 80. O Brasil, como quase todos os pases latino-americanos, firmou acordos com o FMI visando a assegurar um fluxo mnimo de financiamento externo e a restaurar a confiana na sua economia. Esses acordos previam metas fiscais e a prestao de informaes, tal como agora ocorre no apoio do Fundo a pases europeus. Foi ento que se percebeu o atraso institucional das finanas pblicas brasileiras, que dificultava a gerao de estatsticas e estimativas. O governo nem conhecia a si mesmo nem era controlado pela sociedade.
     Entre 1983 e 1984, mais de 100 tcnicos da Fazenda, do Planejamento, do Banco Central e do Banco do Brasil realizaram amplo diagnstico da situao e propuseram medidas modernizadoras. O leitor pode no acreditar, mas quem executava o Oramento da Unio era um departamento do BB e quem geria a dvida pblica federal era um departamento do BC. O Tesouro no passava de uma entidade virtual. E o BC supria o BB de recursos por meio da famigerada conta movimento, de forma ilimitada. Nada disso transitava pelo Congresso. O BC atuava como banco de fomento e possua equipes de anlise de investimentos privados.
     Todo esse quadro mudou entre 1986 e 1988. Foram extintas a conta movimento e as atividades de fomento do BC. Criou-se a Secretaria do Tesouro Nacional, com funes que antes cabiam ao BB e ao BC. A expanso da dvida pblica passou a ser autorizada pelo Congresso. Na sequncia veio a LRF, cuja qualidade foi reconhecida por organizaes internacionais e que teve papel relevante na execuo e na credibilidade da gesto macroeconmica.

     PT sempre se insurgiu contra essa evoluo institucional. Alguns de seus lderes, hoje preeminentes, fizeram campanha contra as mudanas dos anos 1980. O partido tentou derrubar no Judicirio a LRF. Talvez por causa disso membros do governo acham hoje natural propor uma injustificvel mudana na lei, permitindo, assim, a concesso indiscriminada de desoneraes tributrias. Ou, na mesma linha, deduzir certos itens da despesa para fazer de conta que as metas foram cumpridas.
     A ideia dessa deduo nasceu no FMI, motivada pelas dificuldades polticas para efetuar a diminuio de gastos em programas apoiados pelo Fundo. Os cortes penalizavam excessivamente os investimentos, menos sujeitos a resistncias. Isso reduzia o potencial de crescimento econmico e dificultava adicionalmente os ajustes. O FMI decidiu, ento, fazer uma experincia. Certos investimentos seriam escolhidos de comum acordo com o pas, os quais eram monitorados pelo Banco Mundial. Se fossem realizados, poderiam ser descontados do clculo do supervit primrio.
     Tratava-se, pois, de outro contexto. A escolha dos investimentos era criteriosa. Agora no. Agora, a ideia foi desmoralizada. Em vez de um projeto piloto de investimentos, de carter experimental, o governo inclui itens a seu talante. Alm disso, o PT recorreu a expedientes que na prtica restabelecem a conta movimento, nesse instante com o BNDES. Manobras de setembro de 2010 permitiram contabilizar, como receita instantnea, parte da venda de 5 bilhes de barris de petrleo  Petrobras, no valor de 31,9 bilhes de reais, que no se sabe onde esto nem quando e se sero extrados.
     Salvo no caso dos subsdios concedidos via BNDES a empresas escolhidas, cujo valor permanece oculto, as demais manobras tm cobertura legal, reconhea-se. O Executivo vem conseguindo inscrever, na legislao, as dedues, apoiado por um Congresso que renuncia s suas prerrogativas, tornando-se, lamentavelmente, cmplice dessa destruio das instituies fiscais. Mais uma vez, fica provado o bvio: destruir  mais fcil do que construir.
MAILSON DA NBREGA  economista


6. LEITOR
OTIMISMO
Muito interessante a reportagem especial Otimismo  Ele nos trouxe at aqui. Sem ele no avanamos (23 de janeiro). No campo da medicina, especificamente na oncologia, as ltimas trs dcadas foram marcadas por inovaes tcnico-cientficas que possibilitaram mudar a histria natural do cncer. Os tratamentos oncolgicos esto cada vez mais efetivos. Os mtodos de diagnstico precoce, a cirurgia, os quimioterpicos modernos e as tcnicas de radioterapia de alta tecnologia, somados ao crescente conhecimento de biologia molecular do cncer, aumentaram sobremaneira as taxas de cura. O ambiente  mesmo de otimismo.
GUSTAVO NADER MARTA
Mdico do Centro de Oncologia  Servio de Radioterapia do Hospital Srio-Libans
So Paulo, SP

Fiquei realmente feliz depois de ler tantas informaes boas at na economia e na demografia. Tudo ficaria ainda melhor se todos fizessem sua parte e enxergassem o copo cheio.
VALDOMIRO TARCSIO P. DE OLIVEIRA
Curitiba, PR

A capa de VEJA  um convite para cada um de ns escolher qual caminho trilhar neste ano: seguimos em frente procurando alternativas diante das dificuldades e buscando melhorias ou ficamos parados no tempo remoendo os problemas e encarando-os como fatores determinantes para o nosso fracasso e inrcia?
WAGNER FERNANDES GUARDIA
So Vicente, SP

Pela energia do otimismo, a humanidade pode modificar a realidade dos fatos.
JOS WAGNER CABRAL DE AZEVEDO
Tamba, SP

O valor da safra agrcola aumentou em 20% entre 2010 e 2012, e provavelmente aumentar em 50% entre 2010 e 2013, conforme escrito na pgina 82 da ltima edio de VEJA.  realmente uma fbula em vantagens em todos os aspectos, menos nos benefcios diretos ao povo brasileiro. Tivemos uma inflao alta no perodo considerado, ocasionada, em maior parte, pelo item alimentao.
ANTONIO COELHO CARDOSO
Fortaleza, CE

Ergo um brinde por todas as razes relatadas na reportagem de VEJA, sem exceo, e j sinto quantos benefcios teremos com tantas mudanas. Quero ter vida longa para poder degustar de tudo um pouco.
ZILDA DE MELO PERES
Taguatinga Norte, DF

CARTA AO LEITOR
A Carta ao Leitor Interveno inaceitvel (23 de janeiro) denuncia de forma mpar uma prtica realmente intolervel assumida pelo ex-presidente Lula.  impossvel concordar, mesmo considerando toda a contribuio de Lula para a poltica brasileira, com seu ato, soberbo, de interferir em uma cidade to importante como So Paulo. A experincia do ex-presidente merece o respeito de todos os brasileiros, porm no pode assegurar-lhe o direito de permanecer perpetuamente influenciando os rumos do pas. O tempo dele j passou, isso faz parte do ciclo natural das democracias.
ARTHUR FREITAS
Belm, PA

S no v quem no quer: o criador est em campanha para retornar ao Planalto desde o dia em que designou sua criatura para ocupar temporariamente seu trono.
PAULO MOLINA PRATES
Braslia, DF

LULA TUTOR
 inegvel que a experincia  boa conselheira, e Lula a tem de sobra. A boa e a m. O difcil  saber com qual delas o ex-presidente est empanturrando a cabea de Fernando Haddad, o jovem prefeito paulistano eleito na condio de poste. O passado recente nos faz crer muito mais na segunda que na primeira. O que estamos vendo? Pela via dos que se elegeram sob sua gide, Lula vai se agarrando ao poder. Na capital paulista no haveria de ser diferente. E vamos tendo de nos conformar  se Lula foi capaz de eleger um poste, agora o poste  dele. Parece que no est tendo dificuldades em aconselhar seu menir. S est faltando pedir uma ajudazinha ao Paulo Maluf, pois  para isso que servem os bons amigos (Lula e a tentao de ser rei, 23 de janeiro)!
LUIZ AUGUSTO PAIVA DA MATA
Joo Pessoa, PB

A premissa de um gestor para que ele gerencie realmente uma equipe  ter responsabilidade e autoridade sobre os comandados. Para exercer a autoridade, ele deve ter autonomia, a qual, por sua vez,  obrigao do seu gestor prover. O princpio da hierarquia  fundamental para o bom andamento de uma organizao, seja ela privada, seja ela pblica. No momento em que esse elo  quebrado, os resultados ficam comprometidos e os limites de autoridade comeam a ser questionados por toda a cadeia. Quando isso acontece, o gestor desautorizado deve tomar uma atitude para que sua autoridade seja restabelecida. Caso essa ao seja ineficaz e o gestor permanea no cargo, ele j tomou a deciso de ser uma pea desnecessria.
ANTONIO CARLOS FERREIRA DOS SANTOS
Sorocaba, SP

A reportagem Lula e a tentao de ser rei leva-me a concluir que o atual prefeito nasceu ministro. Foi eleito e declarou-se segundo poste. Assumiu, ainda no esquentou a poltrona e j foi nomeado marionete.
PEDRO IVO SATYRO
So Paulo, SP

E transformaram o poste num simples lampio de gs. Como esperado.
GUTO PACHECO
So Paulo, SP

Triste Brasil, a Venezuela de amanh.
ALVARO MARZLIAK JR.
Itatiba, SP

A foto da pgina 48 da edio 2305 de VEJA vale mais que mil palavras: Quem manda sou eu
HELOISA Y. TIBURTIUS 
Curitiba, PR

Petulante e sem noo! Por que o ex-presidente Lula no nos deixa em paz e vai enriquecer ainda mais com suas palestras? Ele est tentando desviar a ateno das porcarias em que se meteu e foram descobertas? Fernando Haddad e Dilma merecem esse encosto, mas os brasileiros mais instrudos ficariam felizes se ele desaparecesse de nossa vida.
MARIA FLVIA HORTA BARBOSA
Belo Horizonte, MG

Na interessante reportagem Lula e a tentao de ser rei, h um engano jurdico. Ao elogiar, com justia, o constitucionalista ingls Walter Bagehot, o autor (Daniel Pereira) diz que Bagehot elaborou a interpretao por escrito da Constituio inglesa, amplamente baseada na tradio, e no em textos. O engano est a: a Constituio Britnica  inorgnica (erradamente chamada de no escrita), isto , formada pelo conjunto de importantes textos, como a Magna Charta, o Bill of Rights, o Act of Government, o Act of Union, o Statute of Westminster, o Supre- me Court of Judicature Act, o Act of Parliament e o recente Constinitional Reform Act. So textos constitucionais esparsos, nunca reunidos em um s cdigo, como acontece hoje com a maioria das Constituies, que so, assim, orgnicas, tais como a americana, a brasileira, a portuguesa e tantas outras.
RICARDO ARNALDO MALHEIROS FIUZA
Professor de direito constitucional 
Belo Horizonte, MG

JANTAR PETISTA
 muita falta de vergonha esse ato sem noo do Partido dos Trabalhadores. Realmente lastimvel (A hora de pagar a conta, 23 de janeiro)!
MRCIA CRISTINA SILVA DE AZEVEDO
Braslia, DF

Os petistas mostraram, como de costume, seu desprezo pela Justia ao organizar uma confraria e levantar recursos para pagar as multas dos condenados do mensalo.
PAULO R. CHINCHILHA
Joinville, SC

Esse pessoal do PT realmente  muito cara de pau.
IVO LUIZ BURGARDT
Ponta Grossa, PR

Muito corajosa, e exemplo digno de ser seguido, a advogada Marlia Gabriela de Faria ao ter feito um protesto solitrio contra a canalhice petista, mas ela no est sozinha, no. Parabns, Marlia.
VALTER ZAMUR
Sorocaba, SP

Adorei a reportagem e admirei a coragem da advogada Marlia Gabriela de Faria por sua solitria manifestao, que disse tudo o que queramos dizer.
JARDEL LUIS ZALOTINI
Campinas, SP

Sou f da advogada Marlia Gabriela de Faria. Em silncio e sem alarde, ela mostrou a cara do Brasil que raciocina. De 100 a 1000 reais por um galeto? Bem, ladro que rouba ladro...
TIAGO DE MATTOS QUEIROZ

BLANCA ROSA MRMOL
Impressionou-me a entrevista com a juza venezuelana Blanca Rosa Mrmol (A ltima juza independente, 23 de janeiro). Na condio de ser humano, meus sentimentos de profunda solidariedade e indignao contra a desastrosa situao poltica em que vive o povo venezuelano. Como brasileira, envergonho-me pelo apoio de nosso governo a tal disparate inconstitucional. E, como estudante de direito, desejo fervorosamente que a democracia e o respeito  Constituio voltem a fazer parte das instituies venezuelanas. Parabns  juza Blanca pela coragem, moral e tica inabalveis, e que suas atitudes possam servir de exemplo no s ao povo venezuelano, mas ao moroso povo brasileiro tambm.
CLAUDIA LUCIO DE MEDEIROS 
Fortaleza, CE

A entrevista exps quo frgeis se encontram as instituies democrticas da Venezuela.
HEITOR MIRANDA GUIMARES 
Campo Grande, MS

Urge que nossas lideranas acordem do sono ablico omissivo diante do que se passa em Caracas, antes que num futuro prximo sejamos acusados de compactuar com descaminhos da nao irm.
JOS DE ANCHIETA NOBRE DE ALMEIDA
Rio de Janeiro, RJ

A entrevista com Blanca Rosa Mrmol de Len me faz intuir que estamos nos encaminhando para situao semelhante, j se podendo pressentir uma ameaa  independncia e  consequente liberdade de nosso Judicirio.
ARAEL M. DA COSTA
Joo Pessoa, PB

Em vez de darmos exemplos de democracia, apoiamos a ditadura plena. Uma pena.
DENIS SUIDEDOS
Cordeirpolis, SP

ASSASSINATO DE DANIELA OLIVEIRA
Casos como o do assassinato da secretria Daniela Nogueira Oliveira, prestes a iniciar uma nova etapa da sua vida como me, so mais comuns do que podemos imaginar (Ele no deveria estar solto, 23 de janeiro).
SAMUEL DO VALLE
Divinpolis, MG

AULAS DE SALMAN KHAN
Fui por muitos anos professora de cincias e biologia da rede pblica. Falo por experincia prpria. H alguns anos, recebemos do governo um kit de laboratrio de cincias, sem nenhuma qualificao prvia para os professores; uma vez retiradas as peas da caixa, no sabamos como us-las, e elas ficaram sem utilidade. Agora deparo nas pginas de VEJA com uma boa notcia: 600.000 tablets para os professores da rede pblica para aulas virtuais de Salman Khan, um americano mgico (Melhora  vista, 23 de janeiro). Hum! Tenho c minhas dvidas... Seria esse o melhor caminho para a melhora da educao no Brasil?
NOEMI JUVENAL DE ALMEIDA
Goinia, GO

MALSON DA NBREGA
timo o artigo O Brasil vai ser um pas rico? (16 de janeiro), do economista Mailson da Nbrega. Bem lembrada por ele a situao da China. Segundo afirmou, o Brasil talvez s seja um pas rico em 2060, com muito trabalho, lideranas visionrias e transformadoras.
MRITON SILVA LIMA 
Rio de Janeiro, RJ

J.R. GUZZO
Excelente a descrio de Guido Mantega, aquele carneirinho de prespio, do Ministrio da Fazenda (Guido e Gisele, 23 de janeiro). Onde j se viram tanta incompetncia, conversa fiada e previses que no se confirmam?
GILMAR RADIS
Por e-mail

Mais um excelente artigo do colunista J.R. Guzzo. Como sempre, seus textos so inteligentes, espirituosos e com a delcia de um sofisticado menu elaborado por um chef de cuisine de vanguarda. E, no obstante, mostram-se explosivos como petardos de um canhonao da Marinha.
LUIS FILIPE CASTRO DOS SANTOS
Petrolina, PE

ABRAHAM LINCOLN
A resenha Para a posteridade (23 de janeiro), sobre o filme Lincoln  dirigido por Steven Spielberg , faz jus  excelncia da palavra, to bem descrita pela editora executiva Isabela Boscov na reportagem publicada em VEJA. Foi inspirador ler algo com um fecho magnfico: a palavra certa, levada  melhor tribuna, no  um som   um fato e um destino poderoso o bastante para se fazer cumprir por toda a posteridade. Parabns, VEJA. 
LAURA BRANDO
Recife, PE

FREDDIE MERCURY
O cantor Freddie Mercury pertencia a uma linhagem de artistas que quando subiam no palco no tinham defeitos, mas fora dele possuam rarssimas qualidades (Coroa pesada demais, 23 de janeiro).
RICARDO C. SIQUEIRA
Niteri, RJ

Correo: o texto Os Estados Unidos ficaro mais prximos (pgina 80 da edio 2305, de 23 de janeiro) deixou de mencionar que tambm j existe um consulado americano no Recife, alm dos de So Paulo e Rio de Janeiro e da embaixada em Braslia.

PARA SE CORRESPONDER COM A REDAO DE VEJA: as cartas para VEJA devem trazer a assinatura, o endereo, o numero da cdula de identidade e o telefone do autor, Enviar para: Diretor de Redao, VEJA  Caixa Postal 11079  CEP 05422-970  So Paulo  SP; Fax (11) 3037-5638; e-mail: veja@abril.com.br. Por motivos de espao ou clareza, as cartas podero ser publicadas resumidamente. S podero ser publicadas na edio imediatamente seguinte as cartas que chegarem  redao at a quarta-feira de cada semana.


7. BLOGOSFERA
EDITADO POR FERDINANDO CASAGRANDE ferdinando.casagrande@abril.com.br

RADAR
LAURO JARDIM
FOLIA
A Globo vendeu cinco cotas de patrocnio do Carnaval ao preo de 25 milhes de reais cada uma.
www.veja.com/radar

BLOG
REINALDO AZEVEDO
INVASO
To logo fiquei sabendo da notcia da invaso do Instituto Lula, pensei o bvio: finalmente uma rea realmente improdutiva  ocupada.
www.veja.com.br/reinaldoazevedo/

DE NOVA YORK
CAIO BLINDER
MEDICARE
O desafio a longo prazo dos EUA so os crescentes custos do ineficiente sistema de sade. No corao do problema est o Medicare, o seguro pblico de sade para quem tem mais de 65 anos. Pelas projees do Congresso, as despesas do Medicare vo saltar dos atuais 3,7% do PIB para 6,7%, em 2037. www.veja.com/denovayork

QUANTO DRAMA!
PATRICIA VILLALBA
SERINGA
Uma seringa nas mos de Lvia (Claudia Raia) encerrou a participao de Carolina Dieckmann em Salve Jorge. Com um acessrio to incomum na bolsa, a vil virou piada nas redes sociais. www.veja.com/quantodrama


CHAGADA
MUSCULAO: PARA VALER, TEM DE DOER
Num exerccio de musculao h dois movimentos definidos: o concntrico, quando o msculo se contrai para fazer fora, e o excntrico, quando ele  alongado sob tenso. Geralmente prestamos mais ateno no primeiro, mas deveramos cuidar do segundo. Estudos demonstram que no movimento excntrico as microleses e o processo inflamatrio, necessrios  hipertrofia, so exacerbados. Os seus  msculos ficam bem mais doloridos, mas o resultado tambm  bem melhor.
www.veja.com/chegada

NOVA TEMPORADA
A VOLTA DE MAD MEN
O canal AMC anunciou a estreia da sexta temporada de Mad Men nos EUA para 7 de abril. Como de hbito, o produtor Matthew Weiner divulgou poucas informaes sobre a histria. Sugeriu aos fs, porm, que assistam novamente aos ltimos dez minutos da quinta temporada. Segundo ele, esses minutos finais contm uma informao importante para aproveitar melhor o incio da nova trama.
www.veja.com/novatemporada

MAQUIAVEL
SESSENTA DIAS DE SILNCIO
H exatos dois meses Lula evita o contato com a imprensa. Nesse perodo, duas notcias o acuaram: o envolvimento de Rosemary Noronha, sua mulher de confiana, nas fraudes investigadas pela Polcia Federal na Operao Porto Seguro e a revelao de Marcos Valrio ao Ministrio Pblico de que o dinheiro do mensalo pagou despesas pessoais do ex-presidente. Alm de s participar de eventos fechados, Lula tem embarcado em uma srie de viagens. A prxima, no dia 28, ser a Cuba, um paraso para quem quer fugir da imprensa.
www.veja.com/politica

 Esta pgina  editada a partir dos textos publicados por blogueiros e colunistas de VEJA.com


8. EISNTEIN SADE  ANABOLIZANTES: FALSA SENSAO DE SADE
O uso de hormnios sintticos para fins estticos no tem respaldo cientfico e pode causar graves doenas.

     Aumento de massa muscular, diminuio de gordura, mais fora e energia. Os efeitos da suplementao de hormnios anabolizantes so um apelo irresistvel para homens e mulheres que sonham com um corpo perfeito e para quem deseja retardar os efeitos da passagem do tempo. Mas se a curto prazo pode haver melhora na esttica e na disposio de seus usurios, a mdio e longo prazo o uso indiscriminado de hormnios anabolizantes sintticos pode trazer graves problemas de sade.
     Os hormnios anabolizantes so produzidos naturalmente pelo corpo e fazem a incorporao de nutrientes s clulas. Os principais so a insulina, o hormnio do crescimento e os derivados da testosterona. Muitas doenas podem causar deficincia na produo dos anabolizantes. Alm disso, ela diminui naturalmente com a idade. Nesses casos e tambm no de pacientes que passam por perodos de longa enfermidade, o resultado  a perda de massa muscular, aumento da gordura abdominal, diminuio da libido e da disposio at para simples tarefas do dia a dia.
     Quando essa condio afeta a qualidade de vida, a suplementao de anabolizantes pode ser indicada. Trata-se, porm, de conduta exclusivamente mdica, que deve ser tomada aps a realizao de exames clnicos e laboratoriais que comprovem a deficincia hormonal. As doses devem ser fisiolgicas, suficientes apenas para reconduzir os hormnios aos nveis normais.
     A suplementao de anabolizantes para fins estticos no tem respaldo cientfico e o Conselho Federal de Medicina probe a medicina antienvelhecimento e normatiza a reposio hormonal. Hoje,  contraindicada mesmo para atletas. So quase inexistentes os estudos cientficos sobre a relao entre doenas e consumo indiscriminado de anabolizantes, pois a maioria dos usurios no admite a utilizao, que quase sempre vem acompanhada de outras drogas. Mas em todo o mundo existem evidncias de que esses hormnios podem ser causadores de doenas como infertilidade, tumores de fgado, intestino e pulmes, aumento da presso arterial, disfuno ventricular e hipertrofia cardaca, que pode levar  morte sbita.
     Alimentao saudvel, boas noites de sono e a prtica regular de atividade fsica ainda so considerados os melhores estimulantes para a sade do corpo e da mente em qualquer idade. Artifcios que apontam os anabolizantes como terapia antienvelhecimento podem acabar cumprindo o que prometem de um jeito indesejvel: seus usurios podero no viver o suficiente para chegar  velhice.

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Responsvel Tcnico:
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